A 20 de Setembro de 1519, Fernão de Magalhães partiu de Sevilha ao comando, sob a bandeira do rei de Espanha, da expedição marítima que efectuou a primeira viagem de circum-navegação ao globo.

Apesar das muitas controvérsias geradas em torno da sua figura, desde alegadas ligações à CIA, aproveitamento mediático aquando da elaboração, no início da sua carreira jornalística, de um artigo sobre as “Coelhinhas da Playboy”, acusações de mentir às mulheres induzindo-as a privilegiar a carreira profissional em detrimento da maternidade e até (pasme-se!) da circunstância – à qual é obviamente alheia – de ser uma mulher bonita, são muitos e, de todos os cantos do mundo, os que têm procurado orientação e esperança em torno das palavras de Steinem e do seu talento em produzir citações de conteúdo inspiracional e, sobretudo, mobilizador.

Na sexta-feira passada, a Tinta-da-China lançou em Portugal o mais recente livro de Alberto Manguel, “Monstros Fabulosos – Drácula, Alice, Super‑Homem e outros amigos literários”.
Um livro entusiasmante sobre a relação que construímos com os personagens literários que vamos conhecendo.

Uma escritora sul-coreana chega ao inverno de Varsóvia para uma residência literária.
Instala-se no apartamento que escolheu e cobre com tinta branca o número da porta, grosseiramente entalhado por um instrumento perfurante, que há de ter sido empunhado por uma mão inábil e negligente.
O apartamento tem agora uma porta branca e para lá dela o espaço desconhecido que a escritora passará, por sua vontade, a ocupar.

A peça é de 1977. A protagonista é Joana, mulher de grande vitalidade e energia que emprega para prover materialmente e em cuidados seus dois filhos menores, frutos de seu relacionamento com Jasão. Para ela, a vida não era “jogo, piada, risada, paz”.

Milkman, de Anna Burns, transporta-nos a uma época que podemos situar no fim da década de 60 e meados da década de 70. Não refere a cidade onde tudo acontece, mas deduzimos que seja algures na Irlanda do Norte em pleno conflito (The Troubles)

Gisela Casimiro conversou connosco a respeito do seu livro, “Erosão”, e dos seus muitos projectos artísticos
Mulher do seu tempo, reflexiva e frontal, falou-nos das questões que a inquietam e a movem e que se reconduzem, na essência, à condição humana.

844 dias depois do seu início, a 15 de Fevereiro de 2017, chegou ao fim a mais ambiciosa empreitada de leitura a que alguma vez me propus: a leitura integral da “Comédia Humana” [La Comédie Humaine].