As questões que perpassaram a vida de Carolina Maria de Jesus e o seu “Quarto de Despejo” continuam actuais numa sociedade em que persistem gritantes assimetrias e injustiças sociais: muitas “salas de visita” e muitos “quartos de despejo”.

Consegui atrair a enorme e grotesca lagarta para fora de casa graças a um rasto de madeira que fui deixando. Todos os pedaços que encontrava eram para ela. Foi comendo até chegarmos ao armazém.

Durante muitos anos da minha juventude, habituei-me a ver o filme Quo Vadis nas quadras festivas. Creio que era por ocasião do Natal que o filme era transmitido na televisão, normalmente alternando com o Ben-Hur ou com Os Dez Mandamentos. A memória que retenho dessas grandes produções da época de ouro de Hollywood é muito escassa, mas invariavelmente positiva.

A 20 de Setembro de 1519, Fernão de Magalhães partiu de Sevilha ao comando, sob a bandeira do rei de Espanha, da expedição marítima que efectuou a primeira viagem de circum-navegação ao globo.

Apesar das muitas controvérsias geradas em torno da sua figura, desde alegadas ligações à CIA, aproveitamento mediático aquando da elaboração, no início da sua carreira jornalística, de um artigo sobre as “Coelhinhas da Playboy”, acusações de mentir às mulheres induzindo-as a privilegiar a carreira profissional em detrimento da maternidade e até (pasme-se!) da circunstância – à qual é obviamente alheia – de ser uma mulher bonita, são muitos e, de todos os cantos do mundo, os que têm procurado orientação e esperança em torno das palavras de Steinem e do seu talento em produzir citações de conteúdo inspiracional e, sobretudo, mobilizador.

Na sexta-feira passada, a Tinta-da-China lançou em Portugal o mais recente livro de Alberto Manguel, “Monstros Fabulosos – Drácula, Alice, Super‑Homem e outros amigos literários”.
Um livro entusiasmante sobre a relação que construímos com os personagens literários que vamos conhecendo.

Uma escritora sul-coreana chega ao inverno de Varsóvia para uma residência literária.
Instala-se no apartamento que escolheu e cobre com tinta branca o número da porta, grosseiramente entalhado por um instrumento perfurante, que há de ter sido empunhado por uma mão inábil e negligente.
O apartamento tem agora uma porta branca e para lá dela o espaço desconhecido que a escritora passará, por sua vontade, a ocupar.