Lembro-me perfeitamente da primeira vez que, associado ao fenómeno futebolístico, ouvi a expressão “passar repentinamente de bestial a besta”.

Considerado o primeiro grande filme de ficção científica, “Metropolis” (1927), criou para todo o resto do século, a imagem de uma cidade futurista como um inferno de progresso científico e desespero humano. Este filme deu origem não só a “Dark City”, mas também “Blade Runner”, “O Quinto Elemento”, “Alphaville”, “Escape From L.A.”, “Gattaca” e Gotham City do Batman.

O seu “salto de liberdade” não representou, apenas o maior salto de dança, de todos os tempos, contrariando a lei da gravidade (depois do bailarino Vaslav Nijinski) mas também de libertação das amarras do Comunismo, das convenções do ballet clássico, dos estereótipos de género na dança e de uma infância infeliz, de absoluta pobreza.

“Quase Famosos” mergulha profundamente no tempo em que o rock and roll reinava: uma época em que as hormonas saltavam, o amor doía mais, e as estrelas de rock eram deuses. “Honey, it’s all about drugs and promiscuous sex” refere a mãe de William.

Martin Scorsese é tido como o mais cinéfilo dos realizadores. Para além dos filmes, as suas paixões revelam-se ainda nos quinze documentários de que é autor. Muitos são sobre Nova Iorque, cidade onde cresceu. Outros são sobre a sua herança italiana, a admiração por Fellini e até pela moda, em parceria com Giorgio Armani, e também sobre música.

Uma Educação por Joana Gonçalves

Eu não percebo nada de cinema. Eu só gosto muito de cinema. E de ir ao cinema. Em casa, perde-se a magia. A imagem não é projectada do fundo da sala mas vem da televisão com cores berrantes. Há qualquer coisa de especial em comprar um bilhete e entrar numa sala escura para durante duas horas ingressarmos noutra realidade.