As questões que perpassaram a vida de Carolina Maria de Jesus e o seu “Quarto de Despejo” continuam actuais numa sociedade em que persistem gritantes assimetrias e injustiças sociais: muitas “salas de visita” e muitos “quartos de despejo”.

Na National Gallery, para além do acervo habitual, até 26 de Janeiro deste ano há um motivo adicional para fazer uma visita: a exposição dos trabalhos de Paul Gauguin.

Consegui atrair a enorme e grotesca lagarta para fora de casa graças a um rasto de madeira que fui deixando. Todos os pedaços que encontrava eram para ela. Foi comendo até chegarmos ao armazém.

Considerado o primeiro grande filme de ficção científica, “Metropolis” (1927), criou para todo o resto do século, a imagem de uma cidade futurista como um inferno de progresso científico e desespero humano. Este filme deu origem não só a “Dark City”, mas também “Blade Runner”, “O Quinto Elemento”, “Alphaville”, “Escape From L.A.”, “Gattaca” e Gotham City do Batman.

Durante muitos anos da minha juventude, habituei-me a ver o filme Quo Vadis nas quadras festivas. Creio que era por ocasião do Natal que o filme era transmitido na televisão, normalmente alternando com o Ben-Hur ou com Os Dez Mandamentos. A memória que retenho dessas grandes produções da época de ouro de Hollywood é muito escassa, mas invariavelmente positiva.

No passado dia 25 de Novembro começaram os mercados de Natal (Weinachtsmärkte) na Alemanha, berço dos mesmos. Por cá também temos feiras, mercados e aldeias de Natal durante esta quadra, mas não são comparáveis.

E assim chega dezembro, o último mês de um ano que às vezes parece estar ainda a começar, tal não foi a rapidez com que passou por nós. Isso e a multiplicidade de acontecimentos, efeito agridoce de vivermos em tempos interessantes.

A recente série de polémicas envolvendo a deputada Joacine Katar Moreira teve o inesperado efeito de evidenciar interessantes e preocupantes dinâmicas no panorama politico-mediático português. Algumas serão fruto da sua introdução na nova disposição parlamentar, enquanto outras têm raízes em fenómenos que, em grande parte, fogem ao controlo da parlamentar.

Colin Vieira, bailarino, professor de dança e coreógrafo, nasceu no Funchal em 1988, e ainda era uma criança quando se encontrou, num pas de deux perfeito, com a dança.