Linn da Quebrada encerra BoCA 2019

No contexto ambicionado pela Bienal – o aludido investimento e difusão da diversidade, cultural e artística e integração e empoderamento de diferentes comunidades, minorias e etnias – não poderia ser mais apropriada a escolha de Linn da Quebrada para apresentar, acompanhada de DJs, vocalistas e bailarinos, o concerto de encerramento, amanhã, no Lux Frágil.

Uma questão de conveniência – Sayaka Murata Sayaka Murata é uma descoberta recente em matéria de letras orientais. […]

Diamantino ou o surrealismo agridoce “Diamantino”, a primeira longa de Gabriel Abrantes, co-realizada com Daniel Schmidt, estreia amanhã […]

Epu-quê? por Luís Royal

Já todos conhecem esta questão das marcas das coisas que consumimos, pois quase todos viram ou, pelo menos, ouviram falar de “Mad Men”, também essa uma grande marca. Na Madison Avenue construía-se uma conspiração de que somos vítimas até hoje e que foi tão bem ficcionada (pelos vistos, pois não consegui passar dos cinzeiros sujos e machismo do 2.º episódio).

Dezassete por Isabella Voltinhas

Quarenta anos já feitos. Com sorte, estava a meio da vida. Cheguei a casa cansada. Não era novidade nos últimos tempos. Tomei um duche enquanto ouvia, pela enésima vez, “Seventeen” da Sharon Van Etten e enfiei o pijama enquanto tentava dançar atabalhoadamente ao ritmo da batida. Era sexta-feira.

A Ligação por Luís Ramos.
O fascínio pelo Universo é ancestral, pois desde tempos imemoriais a humanidade admira o céu, procurando compreendê-lo e explicá-lo. A cosmogonia e o alicerçar das ideias sobre o Universo tem registos desde a Antiguidade, nas civilizações da Mesopotâmia: na Suméria, com a Epopeia de Gilgamesh, e na Babilónia, com o mito da criação de Enuma Elish – A Epopeia da Criação.

A Paixão segundo S. João, de J. S. Bach, por João Pedro Baptista

Quando, na tarde daquela Sexta-feira Santa do ano de 1724, os fiéis se instalaram nos bancos da Nikolaikirche, em Leipzig, não imaginavam a revolução musical que iriam presenciar nas horas seguintes. Anunciava-se a apresentação de uma nova Paixão, composta pelo recente titular do cargo de kantor.

Uma Educação por Joana Gonçalves

Eu não percebo nada de cinema. Eu só gosto muito de cinema. E de ir ao cinema. Em casa, perde-se a magia. A imagem não é projectada do fundo da sala mas vem da televisão com cores berrantes. Há qualquer coisa de especial em comprar um bilhete e entrar numa sala escura para durante duas horas ingressarmos noutra realidade.

A Nudez dos Corpos Femininos: quem somos nós para dizer o que liberta o outro? por Adriana Ramos

(…) corria na Europa, durante o século 17, a crença de que aquém da linha do Equador não existe nenhum pecado: Ultra aequinoxialem non peccari (…). Como se a linha que divide o mundo em dois hemisférios também separasse a virtude do vício”