A Ligação por Luís Ramos.
O fascínio pelo Universo é ancestral, pois desde tempos imemoriais a humanidade admira o céu, procurando compreendê-lo e explicá-lo. A cosmogonia e o alicerçar das ideias sobre o Universo tem registos desde a Antiguidade, nas civilizações da Mesopotâmia: na Suméria, com a Epopeia de Gilgamesh, e na Babilónia, com o mito da criação de Enuma Elish – A Epopeia da Criação.

A Paixão segundo S. João, de J. S. Bach, por João Pedro Baptista

Quando, na tarde daquela Sexta-feira Santa do ano de 1724, os fiéis se instalaram nos bancos da Nikolaikirche, em Leipzig, não imaginavam a revolução musical que iriam presenciar nas horas seguintes. Anunciava-se a apresentação de uma nova Paixão, composta pelo recente titular do cargo de kantor.

Uma Educação por Joana Gonçalves

Eu não percebo nada de cinema. Eu só gosto muito de cinema. E de ir ao cinema. Em casa, perde-se a magia. A imagem não é projectada do fundo da sala mas vem da televisão com cores berrantes. Há qualquer coisa de especial em comprar um bilhete e entrar numa sala escura para durante duas horas ingressarmos noutra realidade.

A Nudez dos Corpos Femininos: quem somos nós para dizer o que liberta o outro? por Adriana Ramos

(…) corria na Europa, durante o século 17, a crença de que aquém da linha do Equador não existe nenhum pecado: Ultra aequinoxialem non peccari (…). Como se a linha que divide o mundo em dois hemisférios também separasse a virtude do vício”

Gente Pequena por Antónia Sá.
Chegou o famigerado fim-de-semana onde me cabe a mim cumprir a promessa que fiz aos meus filhos:”Siiimm, é este fim-de-semana que a prima cá vem dormir. Mas têm que se portar bem.”

Orgulho. Inveja. Ira. Preguiça. Avareza. Gula. Luxúria. Por ordem crescente de gravidade são estes os pecados mortais. Foram sistematizados pelo Papa Gregório I e foi assim que os aprendi nas aulas de catequese.

Banda Sonora Nada Original por Pedro Faria
Há pouco mais ou menos de três anos, num assomo de idiotia, decidi programar o telefone para me despertar ao som da música Ready to Start dos Arcade Fire. A ideia era de génio: para lá da bonita e evidente alegoria matinal que o título promete, aquela pancadaria iluminada em que os mil instrumentos e as vozes se envolvem ia fazer-me dançar para fora da cama e avançar pelo dia. O Win Butler e a Régine Chassagne iriam escolher-me a roupa, preparar-me o pequeno-almoço orgânico e levar-me à porta de casa. Todos os dias seriam gloriosos.

A Última Carta por Adriana Calado

Numa noite de verão ao pé do cais na margem sul. Tu e eu, cada um com o seu grupo de amigos a jantar aproveitando a brisa depois de sobreviver a mais um dia infernal na cidade. Estavas de pé a fumar um cigarro. Aproximei-me e pedi-te lume.

O Direito ao Passado por Luís Nascimento

Deparei-me recentemente e de forma inesperada com um conceito que me suscitou, em igual medida, inquietação e fascínio: o “cancel culture”. Trata-se da condenação de acções, declarações e posições actuais ou passadas, que, dada a sua gravidade – à luz dos humores contemporâneos-, justificam o afastamento dos infratores de projectos e oportunidades profissionais.

Made in South Korea por Teresa Carvalhal
Mal calculava eu que Park Jae-Sang (mais conhecido por PSY), que disse em entrevista que o seu segredo era “dress smart, dance cheesy” abria caminho para que o k-pop chegasse a um público mais genérico, já que apenas algumas pessoas o conheciam e apreciavam. Eu própria ouvi esse termo várias vezes sem saber o que era, ou que piada teria ouvir pop coreano.