As músicas transportam-nos para um Brasil pré-colonial, livre, puro e governado pela Mãe Natureza. Sente-se a paz na música que eles cantam, sem qualquer traço de angústia ou tristeza. Invocam os espíritos e divindades da Umbanda

Hildegard von Bingen, também conhecida como Sibila do Reno, foi uma monja beneditina, mística, teóloga, filósofa, compositora, poetisa e naturalista germânica.
Apesar de enorme importância que teve no seu tempo, o seu nome acabou por cair no esquecimento tendo sido redescoberta no último quartel do XX.
O João Pedro recupera o seu trabalho neste artigo, composto em duas partes.
Hoje publicamos a segunda, dedicada à sua música.

Hildegard von Bingen, também conhecida como Sibila do Reno, foi uma monja beneditina, mística, teóloga, filósofa, compositora, poetisa e naturalista germânica.
Apesar de enorme importância que teve no seu tempo, o seu nome acabou por cair no esquecimento tendo sido redescoberta no último quartel do XX.
O João Pedro recupera o seu trabalho neste artigo, que será publicado em duas partes.
Hoje publicamos a primeira delas, dedicada à figura de HvB.

Não conhecia esta Lana del Rey, mais ácida do que doce, um talento tremendo para cantar histórias, brincar com palavras e, mais do que tudo, para transportar o ouvinte para o contexto em que se coloca enquanto narradora, como se aquela música e aquela letra fossem gémeas siamesas em harmonia simbiótica.

É o outono, estúpido, e neste que começa ouvem-se as vozes de algumas mulheres que encarnam bruxas, resistem a um aparente fim dos tempos e se dispõem ao sacrifício numa pilha de livros vulneráveis.

No meio da algazarra que me rodeia, de que sinto uma ténue vibração transmitida pelos grãos de areia, só existe a renda rítmica do house eletrificado dos Hot Chip.

Algures, num dos percursos erráticos, guiado pelo milagre da tecnologia (tenho o sentido de orientação de uma criança de meses), uma placa de sinalização leva-me à Tiergarten do Rufus Wainwright.

A Paixão segundo S. João, de J. S. Bach, por João Pedro Baptista

Quando, na tarde daquela Sexta-feira Santa do ano de 1724, os fiéis se instalaram nos bancos da Nikolaikirche, em Leipzig, não imaginavam a revolução musical que iriam presenciar nas horas seguintes. Anunciava-se a apresentação de uma nova Paixão, composta pelo recente titular do cargo de kantor.