A rainha, olhos castanhos aquosos e protuberantes, confessa-se incapaz de chorar e isso perturba-a. Rasgo a embalagem do pequeno chocolate recheado de caramelo e trinco-o. Falta geada àquele olhar.

As músicas transportam-nos para um Brasil pré-colonial, livre, puro e governado pela Mãe Natureza. Sente-se a paz na música que eles cantam, sem qualquer traço de angústia ou tristeza. Invocam os espíritos e divindades da Umbanda

Hildegard von Bingen, também conhecida como Sibila do Reno, foi uma monja beneditina, mística, teóloga, filósofa, compositora, poetisa e naturalista germânica.
Apesar de enorme importância que teve no seu tempo, o seu nome acabou por cair no esquecimento tendo sido redescoberta no último quartel do XX.
O João Pedro recupera o seu trabalho neste artigo, composto em duas partes.
Hoje publicamos a segunda, dedicada à sua música.

Hildegard von Bingen, também conhecida como Sibila do Reno, foi uma monja beneditina, mística, teóloga, filósofa, compositora, poetisa e naturalista germânica.
Apesar de enorme importância que teve no seu tempo, o seu nome acabou por cair no esquecimento tendo sido redescoberta no último quartel do XX.
O João Pedro recupera o seu trabalho neste artigo, que será publicado em duas partes.
Hoje publicamos a primeira delas, dedicada à figura de HvB.

Não conhecia esta Lana del Rey, mais ácida do que doce, um talento tremendo para cantar histórias, brincar com palavras e, mais do que tudo, para transportar o ouvinte para o contexto em que se coloca enquanto narradora, como se aquela música e aquela letra fossem gémeas siamesas em harmonia simbiótica.

É o outono, estúpido, e neste que começa ouvem-se as vozes de algumas mulheres que encarnam bruxas, resistem a um aparente fim dos tempos e se dispõem ao sacrifício numa pilha de livros vulneráveis.

No meio da algazarra que me rodeia, de que sinto uma ténue vibração transmitida pelos grãos de areia, só existe a renda rítmica do house eletrificado dos Hot Chip.