As viagens marítimas

A 7 de Julho de 1497 Vasco da Gama partia do Restelo comandando uma frota de quatro navios, iniciando a primeira viagem a caminho da Índia. É empolgante imaginar a partida desta frota pelo Tejo, acontecimento esse que se repetiu inúmeras vezes, para outras viagens, outros destinos, outras descobertas. A população em terra, numa troca de acenos de despedida com a tripulação dos navios, parte do velame cheio de ar dando às naus um ar engalanado e imponente e a azáfama dos marinheiros já dedicados aos trabalhos a bordo para uma largada perfeita.

Succession

De acordo com o dicionário online de língua portuguesa da Porto Editora, sucessão é um nome feminino que significa ato ou efeito de suceder; sequência, continuação; situação em que uma pessoa fica investida num direito ou numa obrigação que antes pertencia a outra pessoa; chamamento de uma ou mais pessoas à titularidade das relações jurídicas patrimoniais de uma pessoa falecida e a consequente devolução dos bens que a esta pertenciam; bens; descendência, prole e geração.

O Banquete de Platão, ou uma viagem pelos territórios do Amor e do Belo – 2.ª parte

Chega então a vez do discurso de Sócrates, que se propõe analisar o conceito de eros, perscrutar a sua essência, saber o que ele é («a verdade sobre o Amor» – 199b) e não apenas o que produz. É, pois, uma busca da concepção filosófica de eros, aquela que Sócrates empreende. E essa busca há-de ter por base, ao menos inicialmente, o uso da maiêutica, eliminando tudo aquilo que é falso ou incongruente para tentar chegar à verdade.

O Banquete de Platão, ou uma viagem pelos territórios do Amor e do Belo

Platão (n. 428/427 a.C., m. 348/347 a.C.) é uma das figuras mais fascinantes da nossa civilização, quer pela singularidade e originalidade da sua filosofia no contexto em que surgiu, quer pela enorme influência que teve nos séculos vindouros e nas mais variadas áreas do pensamento e da sociedade.

O espírito da viagem

Esta viagem começa numa tarde da minha infância. Tinha 11 ou 12 anos e os livros infantis estavam a ser paulatinamente substituídos pelas tramas policiais engendradas por Agatha Christie e Arthur Conan Doyle, uma evolução natural para quem tinha seguido com entusiasmo os mistérios de Os Cinco. Os quatro primos e o Tim nunca encontravam cadáveres. Mas eles eram o ingrediente fundamental das histórias narradas pelos meus novos companheiros. Ao homicídio, Christie juntava amiúde o exotismo das terras longínquas. Crime no Expresso do Oriente, Morte no Nilo e Morte entre Ruínas estão entre os livros que li nesse tempo e a que ainda hoje volto com entusiasmo, apesar de já saber há muito quem são os assassinos.

Joker

“Do rio que tudo arrasta se diz que é violento. Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem.”
Foi esta frase da autoria de Bertolt Brecht que ecoou em mim quando passavam os créditos finais do aclamado e multipremiado Joker, de Todd Philips, de 2019.

Auroras

Os lençóis engelhados na cama, as nucas transpiradas, os músculos da cara completamente relaxados que fazem o queixo descair e a boca ficar, inteiramente, aberta. Sem posição estereotipada, o corpo, num descanso profundo. São assim as auroras dos dias de viagem, todos, sem exceção!

A vida previsível todos os dias. Pelo menos no exterior. Dentro dela uma revolução avançava. Respirar, viver, ser feliz. Deixar de gerir os dias em função dos compromissos. O despertador implacável. Os cinco minutos no duche gerindo os jactos de água com parcimónia por motivos ambientais, o barulho dos miúdos mais novos, a cara de maldisposta da mais velha, o beijo distraído do marido que sai mais cedo de casa, deixando à frente do pequeno exército que geraram em conjunto.