No radar

Irma la Douce

por Joana Gonçalves

O filme Irma La douce de Billy Wilder foi censurado em Portugal antes do 25 de abril. Realizado em 1963 também foi alvo de polémica no seu país devido à forma como retrata as prostitutas a trabalhar sem eufemismos. É uma das mais divertidas e irreverentes comédias de Billy Wilder.

Nestor Patou (Jack Lemon) faz uma rusga num bairro de Paris e prende algumas prostitutas, entre elas Irma “La Douce” (Shirley MacLaine). O ingénuo Nestor tinha um grande sentido de justiça e não compreendia que havia um acordo entre a policia e o chulo do bairro, por isso acaba por ser despedido, voltando ao bairro determinado a conquistar Irma por quem se tinha apaixonado.

No decurso da acção, Nestor fica com o lugar de chulo do bairro para proteger Irma, a prostituta esperta com um coração de ouro. Os ciúmes são muitos e ele quer ser o seu único cliente, fingindo ser um aristocrata inglês durante o dia quando tem a atenção de Irma e trabalhando durante a noite no mercado abastecedor de Les Halles. Nestor fica assim sem tempo para estar com Irma o que a faz sentir insegura. Por outro lado, Nestor fica com ciúmes do personagem aristocrata que criou.

Irma “La Douce” é tudo o que o prólogo promete: é uma celebração da vida do começo ao fim – descarada luxúria, emoção, fervor e, acima de tudo, o amor tolo.

Para (re)ver na Cinemateca dia 9 de Julho.

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