No Radar

I’m your mirror – A arte de Joana Vasconcelos

JOANA VASCONCELOS – I’M YOUR MIRROR
DE 19 FEV 2019 A 24 JUN 2019
por Fernando M.*

Há uns anos atrás três actores discutiam em palco se uma tela em branco é Arte. As palavras de Yasmina Reza eram o pretexto cómico para debater um assunto sério: o que é a arte (plástica) e qual o seu valor. Se é verdade que intuitivamente quando pensamos em arte damos por nós a pensar na ideia de belo, não é menos certo que quando lhe associamos o termo moderna ou contemporânea, a resposta complica-se.

Joana Vasconcelos, a par de Vhils, é a artista plástica contemporânea portuguesa com maior visibilidade nacional e internacional. Uma espécie de estrela pop!

Não há português que não tenha visto, ao vivo ou através da comunicação social, a sua “Noiva” feita de tampões ou os sapatos de tachos feitos, intitulados “Marilyn”, tornando-a, assim, um nome incontornável na cena artística nacional.

Se qualquer motivo é uma boa razão para visitar o Porto e Serralves, a exposição da artista designada “I’m your mirror”, organizada pelo Museo Guggenheim Bilbao, em parceria com o Museu de Arte Contemporânea de Serralves e a Kunsthall Rotterdam, Roterdão, é uma excelente desculpa para visitar a cidade Invicta.

A exposição, aberta até 24 de Junho próximo, reúne mais de 30 peças icónicas da artista, datadas de 1997 até à atualidade, estendendo-se do Museu até aos jardins do Parque de Serralves.

Lá encontraremos, além das citadas “A Noiva” e “Marilyn”, o majestoso “Coração independente vermelho”, que homenageia a filigrana nacional, o “Lilicoptère”, um helicóptero dourado, com cristais Swarovski, revestido a penas de avestruz cor-de-rosa, bem como um “Solitário”, feito de jantes douradas de automóvel e copos de whiskey, que se agiganta nos Parques de Serralves.

As criações de Joana Vasconcelos não deixam ninguém indiferente, quer seja o inusitado dos temas abordados, a escala ou a execução primorosa das obras. A verdade é que, invariavelmente, os seus trabalhos nos fazem arregalar os olhos para a beleza que revelam e nos inquietam quanto à mensagem que transportam. A obra que serve de mote ao título da exposição – “I’ll Be Your Mirror” – consiste numa enorme máscara veneziana criada com espelhos de bronze sobrepostos. Nela reflecte-se o espectador que se aproxima e ao fazê-lo a artista, nas suas palavras, deixa cair a máscara.

* “Sou dos livros, dos filmes, do Teatro, da mesa e das esplanadas nos dias de Sol”.

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