A Palavra dos Outros

Imagem: Fancycrave.com from Pexel

Epu-quê?

Uma marca para uma publicação online

Já todos conhecem esta questão das marcas das coisas que consumimos, pois quase todos viram ou, pelo menos, ouviram falar de “Mad Men”, também essa uma grande marca. Na Madison Avenue construía-se uma conspiração de que somos vítimas até hoje e que foi tão bem ficcionada (pelos vistos, pois não consegui passar dos cinzeiros sujos e machismo do 2.º episódio).

Também todos saberão a que me refiro, quando falo de um refrigerante caramelizado com gás. Não se sabe se é a bebida mais vendida do mundo mas é sabido que é a marca mais valiosa do mundo.

Pois é assim que uma publicação experimental online sente a necessidade de ter uma marca. E bem. Porque sabem que construir a consciência do seu produto (sim, tudo isto são produtos e tem valor comercial, nem que seja o valor do grátis) passa também pela sua marca, que é a primeira imagem a registar na consciência do seu leitor. O que se pretende é que o consumidor de publicações experimentais online se lembre logo, várias vezes e sempre, da Epulata, como a sua publicação de eleição.

Trabalhar com um nome como Epulata – abstracto, erudito e feminino – tendo em conta o manifesto apresentado para o projecto  e a liberdade para criar uma marca plural já com este pressuposto, não é trabalho pouco – uma língua morta para uma marca digital para o século XXI. Tornemo-la em marca conceptual, como o fez a Häagen-Dazs com um nome de marca que não quer dizer absolutamente nada, a não ser fonemas e grafemas que soam a europa do norte numa marca made in USA.

Um dia, cremos, todos dirão “Epulata” como quem se refere a uma plataforma digital de ideias forward de referência. Diz-se disso ser uma marca top of mind. Até lá, trabalhemos nisso.

Passado o drama do nome temos uma selling line retirada do “Banquete”, o que nos puxa bastante para cima, digamos bastante mesmo, mas que não nos ajuda a vender as sandes, embora ajude a posicionar e a estreitar o nicho – “a caminho do banquete decidiremos o que dizer.” Isto dito por Sócrates a propósito de alguém ser ou não ser convidado para jantar em casa de outro alguém que faz também parte da história. A verdade é que podemos especular que a frase é uma ideia em aberto, intrigante e remete para uma narrativa, como a USP, ou unique selling proposition, que empolgará os milhares de leitores que aguardam pela publicação das ideias na Epulata.

Passando então à parte da imagem que é aquela a que sempre associamos estas coisas das marcas – o boneco. Hoje em dia o boneco é feito online, num website qualquer alojado algures no mundo, que gera logótipos. Depois de inserirmos o nome da marca e área de negócio (soa a profissional, hã?) o algoritmo gera várias propostas de entre as quais podemos escolher.

Mas não será assim que é feito com as marcas que se propõem a entrar no mercado com seriedade. Nome e imagem podem surgir associados, depois de várias análises, do que já existe no mercado e da proposta da nova marca. E isto parece que está a ficar sério, não é?

É um mercado de muito dinheiro em que muitos projectos ambiciosos apostam para assegurar um posicionamento, uma estratégia e uma imagem. Tal como a aposta da Epulata numa imagem que reflecte os seus valores, que são contemporâneos mas também anacrónicos e diversos, embora assumindo a liberdade da diferença.

É também óbvio que não é indiferente às marcas a vertente estética, que as cobre com um manto comercial. É esta vertente mais subjectiva que é assegurada por profissionais conhecedores não só do mercado, mas também das estéticas definidas por tendências sociais e culturais. Uma marca forte deve ser capaz de comunicar mas sobretudo de seduzir, e a estética é a parte doce da sedução.

Acreditamos, assim, que a marca Epulata está capaz de comunicar os valores, a missão e a visão deste ambicioso projecto, mas também de passar a percepção a que este se propõe.

O tempo o dirá, mas não deixamos de depositar toda a confiança na marca que criámos e que agora passa a ser vossa. Porque vocês merecem.

Luís Royal 

Autor da marca Epulata

Director Criativo na BÁ Studio

Foto: Bate Chapas – Oficina de Imagem

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