O ano de 2020 iniciou-se para mim com um peculiar toque de brasilidade, proporcionado por alguns dias de visita à região amazônica, cujo esplendor seduz de imediato, sem qualquer chance de escape, e permanece retido nas memórias de quem por lá se aventurou.

Sentam-se, quase colados, aproximam-se do telefone que ela segura exatamente no meio dos dois, onde as pernas e os ombros se tocam, e cada um fica com a ponta de um auricular. Sem uma palavra, concentrados, acabam por encostar as cabeças e ficam ali, alheados do mundo.

Aparentemente de resposta evidente, esta é talvez uma das perguntas que, entre amigos, mais divide opiniões. Há os que, como que enfeitiçados pelo génio de Musk[1], não hesitam em responder afirmativamente, os que, pelo contrário, não chegam a considerar essa hipótese e, por fim, aqueles que, por motivos vários, se incluem nos nem-nem. Na verdade, em todos os grupos há sempre um nem-nem.

Mirai é um filme absolutamente inesquecível. Trata-se de um anime, como não podia deixar de ser. O tema é a importância da família e como, por vezes, os ciúmes entre irmãos podem levar a uma reflexão sobre nós próprios.

Na Literatura, como em tantos outros aspetos da vida humana, há sempre quem olhe de soslaio para manifestações artísticas, pedantemente, apelidadas de menores.

Antes de introduzir o artista que é o tema deste texto, peço aos leitores da Epulata que façam um rápida pesquisa no Google, como imagino que a maior parte das pessoas fazem quando se deparam com um nome ou um tópico que não conhecem. Pesquisem: António Soares.

Olho para trás e sinto que o bosque me engoliu, não encontro o caminho de regresso para o meu carro. O animal fita-me, como se visse mais do que era suposto.

Do que nos lembramos quando pensamos nas nossas origens? Com certeza, e de imediato, lembramo-nos dos nossos pais e avós. Possivelmente, há quem tenha ainda na sua memória uma bisavó já muito velhinha que ia visitar quando era criança ou adolescente.