A arte salva? Esta é uma pergunta de cariz filosófico, digna de profundas reflexões que merece, da minha parte, uma resposta afirmativa imediata. Todos os que têm ou tiveram a felicidade de serem expostos a manifestações artísticas sabem bem o impacto que a força redentora da arte, seja ela qual for, assume na alma humana, especialmente em momentos de aflição ou sofrimento.

E pronto, eis-nos de novo confinados com todas as incertezas e dificuldades que conhecemos e por isso me dispenso de enumerar. Não posso dizer que este tempo esteja a ter coisas boas. Não sou socióloga, economista ou psicóloga pelo que os efeitos a médio e longo prazo que vislumbro são provavelmente os que quem nos lê também consegue imaginar. Aqui na Epulata sentimos a mesma apreensão que todos os demais e procuramos forma de ultrapassar esta situação do melhor modo possível.

As viagens marítimas

A 7 de Julho de 1497 Vasco da Gama partia do Restelo comandando uma frota de quatro navios, iniciando a primeira viagem a caminho da Índia. É empolgante imaginar a partida desta frota pelo Tejo, acontecimento esse que se repetiu inúmeras vezes, para outras viagens, outros destinos, outras descobertas. A população em terra, numa troca de acenos de despedida com a tripulação dos navios, parte do velame cheio de ar dando às naus um ar engalanado e imponente e a azáfama dos marinheiros já dedicados aos trabalhos a bordo para uma largada perfeita.

Succession

De acordo com o dicionário online de língua portuguesa da Porto Editora, sucessão é um nome feminino que significa ato ou efeito de suceder; sequência, continuação; situação em que uma pessoa fica investida num direito ou numa obrigação que antes pertencia a outra pessoa; chamamento de uma ou mais pessoas à titularidade das relações jurídicas patrimoniais de uma pessoa falecida e a consequente devolução dos bens que a esta pertenciam; bens; descendência, prole e geração.

O Banquete de Platão, ou uma viagem pelos territórios do Amor e do Belo – 2.ª parte

Chega então a vez do discurso de Sócrates, que se propõe analisar o conceito de eros, perscrutar a sua essência, saber o que ele é («a verdade sobre o Amor» – 199b) e não apenas o que produz. É, pois, uma busca da concepção filosófica de eros, aquela que Sócrates empreende. E essa busca há-de ter por base, ao menos inicialmente, o uso da maiêutica, eliminando tudo aquilo que é falso ou incongruente para tentar chegar à verdade.

O Banquete de Platão, ou uma viagem pelos territórios do Amor e do Belo

Platão (n. 428/427 a.C., m. 348/347 a.C.) é uma das figuras mais fascinantes da nossa civilização, quer pela singularidade e originalidade da sua filosofia no contexto em que surgiu, quer pela enorme influência que teve nos séculos vindouros e nas mais variadas áreas do pensamento e da sociedade.